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Pré-eclâmpsia - Quando suspeitar? É possível evitar?

A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de mortalidade materna no Brasil e no mundo por isso é uma patologia que deve ser sempre investigada nas gestantes principalmente aquelas que se identifica fatores de risco. Seu surgimento ocorre após as 20 semanas de gestação e caracteriza-se pelo aumento da pressão arterial associada à edema de mãos e face, ganho de peso e/ou perda de proteína na urina identificada em exame laboratorial. Quanto mais precoce sua instalação mais grave costuma ser o quadro. Sua causa é multifatorial e envolve estresse oxidativo, lesão endotelial, má placentação, sistema imunológico, fatores angiogênicos e predisposição genética. 

Apesar de ser uma doença de etiologia complexa é possível identificarmos fatores de risco e também realizar exames que permitem calcular o risco de uma gestante desenvolver essa patologia ao longo da gestação. 

 

Quais os fatores de risco para uma gestante desenvolver a pré-eclâmpsia?

 

- Nuliparidade (pacientes que estão na sua primeira gestação tem maior risco do que mulheres com antecedente de mais gestações) 

- Idade materna avançada - mais de 40 anos

- Raça negra

- Obesidade

- Diabetes

- Doença renal crônica

- Lupus e síndrome do anticorpo antifosfolipide

- Gestaçoes por fertilização

- Gemelaridade

- Pré-eclampsia na gestação anterior

- Antecedente familiar de pré-eclâmpsia

 

Quais exames podemos realizar para determinar o risco de desenvolver a pré-eclâmpsia?

 

O risco de desenvolver a pré-eclâmpsia pode ser identificado no 1o trimestre através do ultrassom morfológico e da coleta de marcadores bioquímicos - o PAPP-A e o PLGF realizados idealmente entre 11 e 13 semanas. Nesse exame é realizado o doppler das artérias uterinas, uma anamnese com perguntas para identificar fatores de risco além da coleta de sangue desses marcadores. Através dessas informações é possivel calcular o risco de desenvolver a pré-eclâmpsia antes das 34 semanas. E para que essa informação é importante?

Se o risco calculado é alto para desenvolver a pré-eclâmpsia está indicado o uso do AAS (ácido acetilsalicílico) 100 a 150mg/dia. O uso do AAS consegue prevenir o desenvolvimento das formas graves da pré-eclâmpsia em até 80%. 

Além disso mudança de estilo de vida como diminuição de estresse, controle do ganho de peso evitando obesidade, pratica de atividade física e alimentação saudável ajudam a diminuir esse risco.

O pré-natal também deve ser diferenciado, com uma rotina de exames específicas para identificar precocemente qualquer alteração. 

Se você identifica algum fator de risco ou tem no rastreio morfológico do 1º trimestre o diagnóstico de alto risco para pré-eclâmpsia converse com seu obstetra sobre o uso do AAS, mudança de estilo de vida e um seguimento de pre natal diferenciado.

Agende sua consulta de pré-natal!

 

 


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